quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Anúncio Português Censurado- Diz BASTA!

Igreja da Graça em Coimbra tratada de forma selvagem


Fachada principal da Igreja da Graça de Coimbra.A Igreja da Graça, também Colégio da Graça, localiza-se na rua da Sofia, no centro de Coimbra, Portugal.
O Colégio da Graça pertenceu à Ordem dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho e foi fundado por D. João III em 1543, incorporando-se à Universidade de Coimbra em 1549. O desenho do complexo foi realizado por Diogo de Castilho, que estabeleceu no Colégio da Graça o modelo arquitectónico renascentista da igreja e claustro que seria empregado pelo mesmo arquitecto em outros colégios da cidade.
A fachada da igreja é muito simples, de recorte clássico. O portal rectangular com colunas toscanas e entablamento possui um nicho com imagem da Virgem com o Menino. Na parte superior há um frontão triangular com o escudo régio.
A planta da igreja é muito inovadora para a época. A igreja é de nave única coberta com uma abóbada de caixotões de pedra, com capelas conectadas por corredores nas laterais. A capela-mor possui um monumental retábulo de talha da primeira metade do século XVII, contendo seis telas com pinturas sobre a vida da Virgem da autoria de Baltazar Gomes Figueira, pai da pintora Josefa de Óbidos. Junto à entrada encontra-se o coro-alto com cadeiral entalhado do século XVII.
O claustro do colégio tem dois pisos e foi iniciado em 1548, com desenho de Diogo de Castilho. O primeiro piso possui arcos geminados e está coberto por abóbada de berço. O segundo piso foi edificado somente no século XVII.
O colégio foi desactivado no século XIX e ocupado pelo Exército. Está classificado como Monumento Nacional desde 1997.
Conforme se pode observar na fotografia em cima a Igreja da Graça está a ser vitima de um crime publico contra o património.

Hino dos Mineiros

TreeHotel inova no Jardim Botanico de Coimbra

Eu tenho curiosidade em saber o que vai ser danificado primeiro, o hotel ou o Jardim..... Poderiam usar o Choupal, ficava mais bonito. Em fim....










O meu "Bairro"

Nasci em Coimbra, na Baixinha da cidade como lhe gosto de chamar. Ainda é a zona do comércio tradicional de Coimbra, onde casas e estabelecimentos comerciais compartilham o mesmo espaço e em alguns sítios com carros, crianças, ciclistas e muitos outros tipos que cruzam a vida das cidades.
Uma das coisas mais gostosas deste pedaço da Cidade é o resgate da boa e velha vizinhança. Aqui, as pessoas conhecem os vizinhos e os comerciantes, cumprimentam, param para conversar, pedem para espreitar a casa. Crianças jogam bola na rua (agora em menos numero). No comércio, somos conhecidos pelos nossos hábitos, mesmo que não se recordem do nosso nome.
Todos os sábados, faço compras de frutas e legumes na mercearia lá da rua. Deparo sempre com as mesmas pessoas, trocamos saudação, como em qualquer aldeia das redondezas.
Comecei também a valorizar o comércio do “bairro”. Guarneço sempre nos mesmos sítios, onde já sou conhecido e tratado com carinho.
Morar na Baixinha é bom. Especialmente se aprendemos a construir relacionamentos de boa vizinhança. O meu vizinho do cimo da rua é uma espécie de segurança da rua, sempre na conversa com as pessoas que por ali passam, ele sabe sempre as novidades todas.
Sinto-me seguro por saber que, se eu precisar de ajuda, basta dar um grito. Na casa ao lado mora uma senhora viúva, que tem uns melros que cantam pelo amanhecer. Nas casas mais próximas moram trabalhadoras, amigas, que oferecem no mínimo um sorriso.
Como deve ser aborrecido morar num prédio e mal conhecer os vizinhos do lado. Mal cumprimentar as pessoas quando nos cruzamos com elas ou mesmo limitarmo-nos com o frio atendimento de um funcionário de uma caixa do hiper-supermercado.
O relacionamento é tudo. Por meio da convivência com pessoas nós desenvolvemos a linguagem, aprendemos a pensar, amamos, odiamos, “lutamos” e nos conciliamos. Relacionarmo-nos é uma qualidade especial, que muitos de nós abrimos mão de cultivar, em nome da segurança e paciência.
Falo aqui das coisas boas do meu “bairro”, mas tenho certeza que por essas imensas Urbes temos muitas histórias parecidas com a minha.
Quem me dera, que ainda hoje fosse assim, os hábitos de bairrismo e boa vizinhança vão desaparecendo de forma acentuada. Vivemos numa selva de betão, vivemos cada vez mais egoístas e isolados.
“Bairro” – Rua das Azeiteiras e seus limítrofes.


Metro com autorização para voltar a demolir na Baixa

"Álvaro Maia Seco adianta que, “provavelmente”, Novembro marcará o reinício das demolições, concretamente de um edifício de “discutível qualidade arquitectónica” que parou o processo
As demolições na Baixa de Coimbra, relacionadas com o projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego, estão em condições de ser reiniciadas. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu parecer favorável ao Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE) apresentado pela Metro Mondego (MM). «É um marco importante neste processo, que permite olhar para a frente», assumiu Álvaro Maia Seco, acrescentando que «o RECAPE foi aprovado com condicionantes».
Após lembrar «um processo muito longo, que começou logo que entrei em 2007», o presidente do Conselho de Administração da MM avançou que, «em Janeiro de 2008, a APA informou que não era possível iniciar o processo de demolições na Baixa sem existir o projecto de execução do troço correspondente a essa envolvente [ligação entre a Avenida Aeminium, na margem direita do Rio Mondego, e a Rua Olímpio Nicolau Fernandes, junto aos Paços do Concelho]», razão pela qual, «este ano, em Março, submetemos o projecto de execução e o RECAPE para apreciação».
Ontem, em conferência de imprensa, marcada para falar do parecer favorável dado pela APA ao RECAPE, Álvaro Maia Seco insurgiu-se contra a demora na obtenção de autorização para demolir um edifício localizado na Avenida Fernão de Magalhães, onde outrora funcionou uma oficina, à beira da Loja do Cidadão de Coimbra. «Ando, há vários anos, a tentar interiorizar que aquele edifício é suficientemente importante do ponto de vista patrimonial para se justificar o dinheiro, o tempo e o esforço que já custou à Metro e, indirectamente, aos contribuintes portugueses», lamentou, antes de sublinhar que «a Metro é proprietária do edifício, não foi lá encontrado nada e não podia demolir enquanto não estivesse pronto o projecto».
«Estou, há mais de três anos, impedido de demolir aquele edifício, de discutível qualidade arquitectónica», situado no local previsto para a passagem da Linha do Hospital, reforçou o presidente da MM, lembrando que «a Metro está, neste momento, a gastar dinheiro para manter de pé alguns daqueles edifícios para depois os demolir», antes de deixar o desabafo: «Estou há três anos na Metro e ainda não consegui demolir uma pedra e não o quero fazer enquanto não tiver absoluta autorização para o fazer», prosseguiu Maia Seco, sublinhando que, «às vezes, o nosso Estado trata pior os projectos que são de interesse público do que trata o projecto de um privado».
Mais de um milhão de euros em estudos
O presidente do Conselho de Administração da MM disse ter «medo» que, «na Baixinha, com tanta protecção do património, qualquer dia aquilo caia tudo». Sem conseguir precisar com exactidão as verbas já gastas, Álvaro Maia Seco, já depois de revelar que, desde que é administrador, «a dívida da MM não aumentou», assumiu que, «só nesta zona, em estudos que tenham, directa ou indirectamente, a ver com a preservação do património e do ambiente já gastámos, seguramente, mais de um milhão de euros».
Agora, «se tudo correr bem e não existir nenhuma surpresa» com a qual a MM «não está à espera que aconteça», as demolições na Baixa vão, «provavelmente, ser reiniciadas em Novembro, por este edifício “emblemático” da cidade». «Na zona mais complicada, só em 2011, com a demolição das traseiras do Restaurante A Democrática e logo a seguir o edifício d’A Democrática e, existindo financiamento para isso, vamos reconstruir, logo de seguida, o edifício da farmácia. A 15 de Janeiro de 2012, vamos demolir os edifícios da frente, que dão para a Rua da Sofia», avançou Maia Seco, embora, sublinhou, «se aparecer um achado arqueológico relevante durante a fase de demolições o processo pode parar “sine dia”, porque é assim que a legislação funciona». "
Noticia do Diário de Coimbra
Eu espero muito sinceramente que as demolições avancem, a Baixa está num estado lastimável e a ser ocupada por grupos de toxicodependentes.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Respeito pelos Utentes dos SMTUC

Já no inicio de Agosto, aqui alertei que o Posto de venda dos SMTUC, na Praça da Republica se encontrava encerrado durante um mês.Numa altura do ano, onde a maioria dos utentes, opta por utilizar bilhetes pré-comprados em vez do passe mensal, em virtude de só trabalharem meio mês e de ser uma época de turistas que utilizam os pré-comprados, para além do Posto de venda da Praça estar num ponto central para os turistas, não tem a menor lógica o seu encerramento. Uma falha a rever para o próximo Verão.