terça-feira, 19 de outubro de 2010

ÁGUA EM COIMBRA, BEM NATURAL

Precavendo o futuro da Água em Portugal e em especial no distrito de Coimbra, é fundamental que todos juntos, realizemos um esforço para fazer passar a mensagem… “a água, é um bem natural e escasso”.
Esta premissa, verdadeira para toda a água da nossa Biosfera, assume particular acuidade na água de abastecimento (água doce).
Apesar da veracidade destes princípios enunciados anteriormente, todos os dias maltratamos o referido bem, desperdiçando-o das mais diversas formas. Com efeito, de modo sucinto e simplificado, podemos apresentar alguns exemplos deste desiderato, conquanto muitos mais fossem possíveis de elencar aqui, nomeadamente:
- Consumos desnecessários na Industria – muitas das vezes por não pensarmos convenientemente os processos de fabrico, ou adequarmos o tipo de água utilizado, etc.;
- Limpezas em excesso, ou que podiam ser realizadas de outra forma – utilização indevida, aplicabilidade de outras soluções sem recurso à água e/ou, opção por técnicas com menos dispêndio de água, etc.;
- Sistemas de rega desadequados – utilização indevida de água tratada, mau estudo das necessidades de água de cada planta, má utilização dos sistemas disponíveis no mercado (entre outros rega gota-a-gota e micro-aspersão), etc.;
- Desperdícios diversos – captações desadequadas, fugas em sistemas municipais, órgãos deficientemente mantidos, água não contabilizada, etc.
Esta problemática alcança particular dimensão em Coimbra, habituados que estamos a utilizar a água abundantemente, sem parcimónia, sem noção das reais dificuldades de outros locais do País, na obtenção da água.
Acontece que por uma particularidade geológica acontecida há milhões de anos no Vale das Flores, Coimbra possui um sortilégio em areia com mais de 25 m de profundidade e quilómetros de extensão, a montante das captações da Boavista.
Sabendo que em tempos o curso de água percorria um vale muito cavado, ao chegar á zona agora denominada Boavista, virava bruscamente á direita, pelo referido Vale da flores e voltava a poente mais ou menos pelo actual percurso da Ribeira da Arregaça, facilmente se compreende a necessidade de diminuição de velocidade junto á Boavista e consequente deposição de inertes a montante deste local.
Assim deduzo eu, porque nunca o vi descrito desta forma, se criou um filtro de areia sem paralelo em toda a Península Ibérica, desconhecendo se existirá em alguma outra parte da Europa, um manancial igual.
Este filtro de areia, com tamanha extensão e profundidade, permite um tratamento natural da água ali captada, através do biofilme anaérobio formado em profundidade. É desta forma, que a natureza facultou a Coimbra um manancial de água bacteriologicamente pura e de muito boa qualidade mineralógica, acrescido o facto de tratar de uma água de serra (Serra da Estrela).
À água captada na Boavista, apenas se realiza uma simples desinfecção, fruto da legislação em vigor e como paliativo (precaução) da crescente pressão urbanística sobre estas captações, que em boa verdade não devia existir, já que um manancial de água com a mesma qualidade e quantidade, não são possíveis noutro local.
Vem isto a propósito das últimas notícias sobre a ÁGUA e sua utilização na zona centro, conforme amplamente divulgado pelos diferentes órgãos de comunicação do nosso concelho.
Entendo ser necessário e positivo, contribuir para uma ampla discussão sobre o futuro da água, em Coimbra e até em todo o País. Nesse sentido proponho a alguns amigos do Facebook, das mais variadas sensibilidades políticas e de algum modo envolvidos com a questão da água (profissionalmente, inerência de cargo ocupado, importância da contribuição cívica desenvolvida em prol de Coimbra, etc.) o comentário ao presente texto e algumas questões aqui formuladas.
Após esta primeira fase, cada um de vós pode alargar a discussão aos respectivos amigos e a personalidades que entendam que têm uma opinião, que pode ser enriquecedora para o debate que se pretende estimular, inclusive reformulando ou apresentando novas questões.
Como ponto de partida e corolário desta questão, bem como análise preambular desta controvérsia, proponho o comentário e análise das seguintes questões:
1. A água potável, enquanto bem escasso, não deve sair do controlo e exploração do Município de Coimbra?
2. O Município de Coimbra, enquanto único proprietário da AC, Aguas de Coimbra, EEM, tem o direito de alienar parte da referida Empresa?
3. Em caso afirmativo, em qual dos seguintes modelos:
3.1 Apenas 49 % tal como definido em Assembleia Municipal e no acordo de Empresa tripartido (AdP, AC,EEM e CMC)?
3.2 Em mais de 50 %? Consoante venha a ser ratificado em Assembleia Municipal?
4. O Município de Coimbra, ponderados os interesses dos munícipes e da região, devia estudar alternativas á alienação de capital da AC, Aguas de Coimbra, EEM? Quais?
Estas formulações serão enviadas numa primeira fase a alguns dos meus amigos do Facebook, para comentarem e exporem os seus pontos de vista, aqui apresentados por ordem alfabética:
1. Dr. Carlos Cidade – Partido Socialista;
2. Dr. Carlos Páscoa – Fundação Bissaya Barreto;
3. Dr.ª Edite Mora – Comissão Coordenação Região Centro;
4. Francisco Andrade – Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais;
5. Dr. Helena Freitas – Bióloga, Ambientalista, membro da QUERCOS;
6. Eng.º João Paulo Craveiro – Engenheiro, Coimbra Viva SRU;
7. Eng.º Joaquim Baptista – Ex Director Geral da AC, Aguas de Coimbra, EEM;
8. Prof. José Manuel Cardoso Duarte – Investigador do INETI, natural de Coimbra;
9. Prof. José Manuel Pureza – Deputado de Coimbra, Bloco de Esquerda;
10. Dr. Luís Pais de Sousa – Partido Social Democrata;
11. Dr. Marcelo Nuno Pereira – Actual Presidente da AC, Aguas de Coimbra, EEM;
12. Prof. Paulo Mota Pinto – Deputado por Coimbra, Partido Social Democrata;
13. Eng.º Pereira da Silva – Ex Presidente do CA dos SMASC, Partido Socialista;
14. Eng.º Pina Prata - Ex Presidente do CA dos SMASC e posteriormente AC,EM;
15. Eng.º Serra Pacheco – Ex Director Delegado SMASC e AC,EM, Ex Administrador AdM;
16. Victor Costa – Junta de Freguesia de Almalaguês;
Obviamente a outras personalidades de Coimbra se deve alargar este debate, cabendo-vos a vós fomentar junto dos vossos amigos do Facebook, a participação no mesmo, solicitando-lhes o seu comentário e opinião.
Entre outras, algumas das personalidades que gostaria de ter contactado, mas não são minhas amigas no Facebook:
1. Coronel Álvaro Seco – Ex Vereador da CMC e Ex Concelho de Administração dos SMASC
2. Eng.º Álvaro Seco – Metro Mondego, membro do Partido Socialista;
3. Antonino de Moura Antunes – Junta de Freguesia de São Martinho do Bispo;
4. António Teles Cardoso – Junta de Freguesia de Torres do Mondego;
5. Arménio Nabo Ferraz – Junta de freguesia de Brasfemes;
6. Dr. Carlos Encarnação – Presidente da Câmara Municipal de Coimbra;
7. Diamantino Jorge – Junta de Freguesia de Antuzede;
8. Dr. Gouveia Monteiro – Ex-Vereador, Partido Comunista Português;
9. Dr. Henrique Fernandes – Governador civil de Coimbra;
10. Dr. João Silva – Ex-Vereador, Partido Socialista;
11. Dr. João Serpa Oliva – Deputado da Nação, CDS – Partido Popular;
12. José Augusto Silva Simão – Junta de Freguesia de Santa Clara;
13. José Gaspar Barroca – Junta de Freguesia de Taveiro;
14. Jorge Costa Veloso – Junta de Freguesia de Ribeira de Frades;
15. Luís Providência – Vereador da Câmara Municipal de Coimbra, CDS – Partido Popular;
16. Maria Palmira Pedro – Junta de Freguesia de Almedina
17. Prof. Martim Portugal – Ex Concelho de Administração dos SMASC e Prof. na UC;
18. Dr. Nuno Encarnação – Deputado por Coimbra, Partido Social Democrata;
19. Dr. Ricardo Morais Rodrigues – Junta de Freguesia de Vilela;
20. Dr. Victor Baptista – Deputado por Coimbra, Partido Socialista;
Entre outros…
Com os resultados obtidos, podemos criar nesta página do Facebook, um Fórum de discussão sobre o futuro da gestão da água na Região Centro, possibilitando a intervenção de todos os interessados e de todos aqueles que com as suas ideias podem contribuir para uma melhor solução.
Posteriormente e se me ajudarem, quem sabe não poderemos organizar um debate público sobre as diferentes contribuições aqui apresentadas.
Vamos todos pugnar pela melhor solução para a ÁGUA em COIMBRA?
(Grupo de debate do facebook)




E esta hein?

Nobel Física 2010

Depois do átomo e da descoberta do neutrão, do protão, do fotão, do electrão, do quark, do fermião, do busão, do gluão, José Sócrates Pinto de Sousa acaba de descobrir o pelintrão, um corpo sem massa nem energia que suporta toda a carga .

SOCRATÍADAS



Aos grandes e aos varões sacrificados
Que nesta ocidental praia lusitana
Em tempos quase sempre conturbados
Ajudaram a que passasse a caravana
Contra traidores, gatunos e drogados,
Livrem-nos, por favor, deste sacana.
É o que ardentemente hoje vos peço
E, se o conseguirem, muito agradeço
Nos tempos em que Guterres governava
Vivia-se até melhor que hoje em dia.
E o Sócrates Pinto de Sousa militava
lá nas fileiras da Social-Democracia.
Desse Zé Ninguém não se espr’ava
O vil trafulha em que ele se transformaria.
E venho eu, Camões, da língua o Pai
Explicar-vos com “isto” por cá vai…
Estavas , jovem Zé, muito contente,
Com o teu Diploma já adquirido
Nessa tal Universidade Independente,
Com fraudes e artimanhas conseguido,
Assinando projectitos de outra gente
Pois que, para nada mais foste intruído.
Mas sendo um refinado vigarista,
Logo te inscreves no Partido Socialista.
Com muita lábia, peneiras, arrogância,
Depressa ousou chegar a Deputado,
E mesmo apesar de tanta ignorância
P’ra Secretário de Estado foi chamado.
E nas burlas, trafulhices e jactância,
Em que esteve nesses tempos embrulhado,
Terá sido nesse ambiente assaz sinistro
Que obteve competências p’ra Ministro.
E TU, sábio Cavaco, agora me ensina
Como posso tirar este gajo do poleiro
Pois não passa de uma ave de rapina
Mas já é segunda vez nosso Primeiro.
Mandai-o p’ra bem longe, África ou China
Já que o não podes mandar p'ró Limoeiro.
É que eu estive lá, e aquilo que acho
É que ele só sairá com um Grande Tacho!
Que seja pelos pecados deste Povo,
Teimoso no seu votar sempre às cegas,
P'ra depois implorar p'ra ter de novo
Alguém que seja outro João das Regras
Que o leve sem receios a votar
Num émulo do Oliveira Salazar!

Luis Vesgo de Camões…

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Precisa-se (M/F)

Sou candidato

Sapatos de cortiça, pele de galinha ou porco hipoalérgico


"Cortiça, pele de pata de galinha ou pele de porco hipoalérgico são algumas das novas tendências do calçado português que está a conquistar o mundo a passos largos .

Os sapatos portugueses continuam a passear pelas ruas do mundo. Mas a nova aposta das empresas nacionais está nos produtos ecológicos e terapêuticos. Cortiça, pele de pata de galinha ou de pele de porco hipoalérgico são algumas das matérias-primas que estão na moda para fabricar sapatos biológicos.
A Ferreira Avelar - que tem como cliente o presidente francês Nicolas Sarkosy - lançou no mês passado, na Mican, uma das principais feiras mundiais do sector em Itália, a nova linha Cork&Style, que alia a cortiça «a um produto da moda, actual e com design arrojado», explica Ruben Avelar, responsável da área de Sales&Marketing da empresa.
Inovação e poupança
A ideia surgiu após uma das reuniões entre a administração e o departamento comercial para definir estratégias comerciais para 2011. Um dos pontos discutidos «foi a subida absurda dos preços do couro nos últimos meses e qual seria a possibilidade de encontrarmos uma matéria-prima, com qualidade e biodegradável, algo essencial para o futuro da humanidade, além, claro, do preço inferior ao do couro», explica Ruben Avelar. «A cortiça reúne todas as características, além de ser um produto nacional», acrescenta.
Por enquanto, a linha Cork&Style disponibiliza cinco modelos com um preço que se situa entre os 50 e os 70 euros, mas a Ferreira Avelar vai aumentar a oferta para 10 já na próxima colecção de Inverno.
O futuro do calçado vai passar «por encontrar matérias-primas alternativas e viáveis ao couro que, por diversos factores, tende a encarecer. Por isso, o sapato de couro vai transformar-se num produto de nicho, acessível apenas às classes média-alta e alta», sublinha Ruben Avelar.
A sustentabilidade ambiental e o bem-estar também fazem parte dos pilares estratégicos da Softwave. Recentemente criou um novo sistema, o GoAir, que consiste em forrar os sapatos com pele de porco hipoalérgico, isento de crómio. Estes sapatos biológicos «são um pouco mais caros devido ao tipo de materiais e à complexidade da construção. Mas são o futuro da nossa sociedade. Os custos da saúde somados ao grau de poluição estão são cada vez mais importantes no desenvolvimento de novos produtos», adianta Orlando Santos, brand manager da Softwave.
Os preços da gama de pele de porco hipoalérgica da Softwave variam entre os 90 e os 150 euros. Os consumidores «estão cada vez mais exigentes e conscientes do que compram. Como tal, procuram uma mistura de moda com saúde e qualidade de vida. Como produtores, temos que oferecer produtos mais completos e inteligentes, de forma a mantermos a idoneidade das marcas. Os sapatos biológicos podem ser uma das soluções.», explica Orlando Santos.
Peles para todos os gostos
A Mariano, empresa de São João da Madeira, lançou no ano passado sapatos de pele de pata de galinha, um produto arrojado, mas que não é para todos os bolsos . Por serem peles muito pequenas e toda a concepção do sapato ser feita à mão, os preços oscilam entre os 300 e os quatro mil euros.
Os sapatos de peles exóticas têm como principais destinos os mercados externos, com a França, a Alemanha, o Canadá e o Japão no topo das vendas das empresas de calçado."
sara.ribeiro@sol.pt