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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
A frutaria do Pan na baixa de Coimbra na óptica do consumidor final!
Muito se tem discutido acerca da Frutaria que o Pan que é de origem chinesa, tem outros estabelecimentos comerciais onde se dedica a outras actividades que não a venda de fruta e legumes frescos.
Entendo perfeitamente a “fúria” dos outros comerciantes e respeito-a incondicionalmente.
Mas com este texto quero dar a conhecer o que pensa o consumidor acerca desta nova e polémica Frutaria na baixa. Por isso andei a questionar alguns moradores, donos de restaurantes e citadinos anónimos que agora vão quase de forma diária comprar fruta e legumes ao Pan.
Por unanimidade, todos garantiram que a fruta e legumes é de boa qualidade e que é proveniente do Mercado Abastecedor de Coimbra conforme se pode verificar a gravação nas caixas da fruta.
Que nos tempos de crise se poderem comprar mais barato que não hesitam e não é pelo dono ser chinês ou porque possivelmente vende abaixo do preço de custo que vão a outra frutaria ou mercearia, até porque a fruta é a mesma. Também realçaram o horário que o Pan tem em pratica na frutaria, antigamente só se conseguia comprar fruta na baixa a partir das 9h00 salvo algumas excepções e agora antes das 8h00 da manhã já podem comprar.
Em suma, posso afirmar que entendo as preocupações dos outros comerciantes, mas na perspectiva do consumidor final se a fruta é da mesma qualidade a mais baixo preço isso é que conta o resto que se entendam ou façam o mesmo.
Nota: realizei o pequeno questionário entre as 12h30 e 12h45 do dia de hoje a uma amostra de 11 pessoas. (5 moradores – 3 donos de restaurantes – 3 citadinos anónimos)
domingo, 16 de outubro de 2011
Choro esta Terra
Choro esta Terra onde eu nasci,
que cresceu nas ondas
e se fez na poesia.
Choro esta Terra longa de tantos anos
e de outros tantos só.
Choro esta Terra tangida em mar
e caravelas
e de valentes que foram nelas.
Choro esta Terra de valores ardentes
feita no tempo e no labor sem preço.
Choro esta Terra erguida por heróis,
conhecida de rios e de todos os oceanos.
Choro esta Terra aquecida pelos ventos,
nascida do amor libertado por guerreiros
e pastores.
Choro,
porque fica sem poemas;
porque se esquecem os poetas
que cantaram amor,
distância e mar;
porque do Luso Povo a voz se apaga
e se esquecem os feitos.
Choro,
porque se adormece o poético desabrochar
em tretas e calmarias;
porque o chão é nosso
e estranhamente se conhece na dor
de ser vaiado.
Choro esta Terra de tantas descobertas,
longa de planícies,
bela de montanhas.
Choro esta Terra de estrofes e cantares,
de arrais e navegantes,
que a levaram até onde os mares
pousaram gente.
Choro,
porque fica estranha
carpida no fado e nos gemidos.
Choro,
porque não se conhece
empolgada na destruição dos seus remotos.
Choro,
porque a tornaram inerte
e longe das flores anunciadas.
JMA
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