sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desiludiste-me...

Dor da desilusão torna-se maior quando causada por um grande amor…

Quando este nos faz subir ao precipício e nos atira como uma pedra…

A sensação é como se andássemos aos tropeções pelo penhasco

E emergíssemos profundamente dentro de água…

Aí afogamo-nos…

Quem nos pode salvar?

Quem nos pode dar a mão

Se não quem nos atirou?

Quem nos pode transmitir a beleza de cada poeira do penhasco,

Das vertigens que causa o precipício,

Da queda que nos corta a respiração,

E da brusquidão da água que nos faz embater nas pedras?

Quem nos pode dizer que não passou de um abanão,

De um mau momento,

De um teste – talvez?

E que quando ouvir soar a palavra – AMO-TE,

Será ela tão especial como sempre quis que fosse…

Será sentida…

Porque só te odiei naquele momento

Por gostar tanto de ti…

E isso é mais forte que o “não”,

É mais encorajante que uma incerteza...

A única coisa que posso continuar a ter

É esperança,

Mesmo que seja em vão…

Espero que me surpreendas,

Desta vez pela positiva…

Quem, se não tu…

Para me salvar…

( Texto retirado da Web)
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