sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vamos todos viver a baixa e o seu comércio tradicional.


Nos últimos tempos tenho escrito sobre o comércio tradicional na sua generalidade e mais especificamente do comércio da baixa de Coimbra.
Depois de ouvir algumas opiniões acerca do que escrevi, a maioria das pessoas incluindo comerciantes, concordaram comigo, mas alguns, poucos não entenderam a minha reflexão sobre o comércio, pensado que eu queria que eles fizessem obras nas lojas em tempo de crise, aos quais eu expliquei o que estava escrito nos textos que escrevi, onde o modernizar não implica grandes custos monetários, mas sim criatividade e nada mais, ou seja, mudar as montras semanalmente, alterar o interior do espaço comercial aproveitando o mobiliário existente, terem musica e um sorriso para quem passa e observa as montras não tem investimento financeiro.
Agora voltando ao tema do comércio tradicional na baixa e baixinha, que é o sitio onde realizo a maioria das minhas compras, é o comercio tradicional que defendo com unhas e dentes e com o qual me habituei a viver e a conviver.
Como todos sabemos o pequeno comércio tradicional, usualmente está disperso por diversos estabelecimentos independentes, ruas, becos e travessas e enfrenta grandes desafios devido também às grandes superfícies comerciais onde o poder de compra é mais sortido e provocante.
Tanto os comerciantes como os consumidores não podem esquecer o papel marcante do comércio tradicional no desenvolvimento das comunidades, a tradição de proximidade e de bem servir os clientes/amigos.
Todos os dias, ao passar na baixa sinto a amargura que vive o comércio tradicional. É triste ver casas tão antigas, com dezenas de anos a fechar a porta.
Tenho pena de ver fechar as lojas que me acompanharam ao longo da vida. É triste ver tanta rua quase despida de comércio.
Sempre tentei fazer compras no comércio tradicional como já o disse acima por saber que é o comércio que mais precisa de ser apoiado.
Uma das coisas que mais prazer e satisfação me dá, é passear pelas ruas da baixa, onde nasci, cresci, brinquei e tenho residência e faço parte da Assembleia de Freguesia de São Bartolomeu.
É na baixa da cidade que se sentem os odores da cidade, onde as cores se agregam e têm um luzimento diferente.
A cidade de Coimbra tem uma baixa e uma baixinha que são o seu coração.
Vamos todos viver a baixa e o seu comércio tradicional.

Jorge Neves

São Bartolomeu
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