segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Precisa-se (M/F)

Sou candidato

Sapatos de cortiça, pele de galinha ou porco hipoalérgico


"Cortiça, pele de pata de galinha ou pele de porco hipoalérgico são algumas das novas tendências do calçado português que está a conquistar o mundo a passos largos .

Os sapatos portugueses continuam a passear pelas ruas do mundo. Mas a nova aposta das empresas nacionais está nos produtos ecológicos e terapêuticos. Cortiça, pele de pata de galinha ou de pele de porco hipoalérgico são algumas das matérias-primas que estão na moda para fabricar sapatos biológicos.
A Ferreira Avelar - que tem como cliente o presidente francês Nicolas Sarkosy - lançou no mês passado, na Mican, uma das principais feiras mundiais do sector em Itália, a nova linha Cork&Style, que alia a cortiça «a um produto da moda, actual e com design arrojado», explica Ruben Avelar, responsável da área de Sales&Marketing da empresa.
Inovação e poupança
A ideia surgiu após uma das reuniões entre a administração e o departamento comercial para definir estratégias comerciais para 2011. Um dos pontos discutidos «foi a subida absurda dos preços do couro nos últimos meses e qual seria a possibilidade de encontrarmos uma matéria-prima, com qualidade e biodegradável, algo essencial para o futuro da humanidade, além, claro, do preço inferior ao do couro», explica Ruben Avelar. «A cortiça reúne todas as características, além de ser um produto nacional», acrescenta.
Por enquanto, a linha Cork&Style disponibiliza cinco modelos com um preço que se situa entre os 50 e os 70 euros, mas a Ferreira Avelar vai aumentar a oferta para 10 já na próxima colecção de Inverno.
O futuro do calçado vai passar «por encontrar matérias-primas alternativas e viáveis ao couro que, por diversos factores, tende a encarecer. Por isso, o sapato de couro vai transformar-se num produto de nicho, acessível apenas às classes média-alta e alta», sublinha Ruben Avelar.
A sustentabilidade ambiental e o bem-estar também fazem parte dos pilares estratégicos da Softwave. Recentemente criou um novo sistema, o GoAir, que consiste em forrar os sapatos com pele de porco hipoalérgico, isento de crómio. Estes sapatos biológicos «são um pouco mais caros devido ao tipo de materiais e à complexidade da construção. Mas são o futuro da nossa sociedade. Os custos da saúde somados ao grau de poluição estão são cada vez mais importantes no desenvolvimento de novos produtos», adianta Orlando Santos, brand manager da Softwave.
Os preços da gama de pele de porco hipoalérgica da Softwave variam entre os 90 e os 150 euros. Os consumidores «estão cada vez mais exigentes e conscientes do que compram. Como tal, procuram uma mistura de moda com saúde e qualidade de vida. Como produtores, temos que oferecer produtos mais completos e inteligentes, de forma a mantermos a idoneidade das marcas. Os sapatos biológicos podem ser uma das soluções.», explica Orlando Santos.
Peles para todos os gostos
A Mariano, empresa de São João da Madeira, lançou no ano passado sapatos de pele de pata de galinha, um produto arrojado, mas que não é para todos os bolsos . Por serem peles muito pequenas e toda a concepção do sapato ser feita à mão, os preços oscilam entre os 300 e os quatro mil euros.
Os sapatos de peles exóticas têm como principais destinos os mercados externos, com a França, a Alemanha, o Canadá e o Japão no topo das vendas das empresas de calçado."
sara.ribeiro@sol.pt

domingo, 17 de outubro de 2010

PORTUGAL GOVERNADO POR LADRÕES. Políticos Duplicam as suas Despesas em 2...

Que país é este?


Matemática de mendigo.

Com esta crise...
Nunca tinha pensado nisto.
Vou mudar de profissão. Se um dia destes me  encontrarem no semáforo, não se admirem... e, já agora, deixem-me mais de € 0,10.
 MATEMÁTICA DE MENDIGO
 Preste atenção a esta interessante pesquisa de um estagiário de Matemática :
 Um sinal de trânsito muda de estado, em média, a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos € 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = € 6,00.
 Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá facturado: 25 x 8 x 6 = € 1.200,00. Será que isto é uma conta maluca?
 Bom, 6 euros por hora é uma conta bastante razoável para quem está no semáforo, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 cêntimos e sim 20, 50 e, às vezes, até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele facturar a metade, € 3,00 por hora terá € 600,00 no fim do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
 Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de € 1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranquilo debaixo de uma árvore por mais 9 mudanças do sinal de trânsito, sem nenhum chefe para 'encher o saco' por causa disto.
 Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
 De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na padaria em frente ao CEFET. Então perguntei-lhe quanto ela facturava por dia.
 Imagine o que ela respondeu?
 É isso mesmo, de 35 a 40 euros em média o que dá: 25 d/m x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média € 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
 Moral da História :
 É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR) e, pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser mendigo.
 Esforce-se como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
 Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
 Lembre-se :
 Mendigo não paga 1/3 (IRS) do que ganha para sustentar um bando de ladrões.
Viva a Matemática.

Lutar

Primeiro levaram os comunistas,Mas eu não me importeiPorque não era nada comigo.Em seguida levaram alguns operários,Mas a mim não me afectouPorque eu não sou operário.Depois prenderam os sindicalistas,Mas eu não me incomodeiPorque nunca fui sindicalista.Logo a seguir chegou a vezDe alguns padres, mas comoNunca fui religioso, também não liguei.Agora levaram-me a mimE quando percebi,Já era tarde.
Nos últimos tempos tenho sido assaltado frequentemente pela memória deste texto do Pastor protestante Martin Niemoller, texto que toda a gente se foi habituando a atribuir a Bertold Brecht e de que existem tantas versões quantas as traduções e realidades em que é citado. De qualquer modo é o seu profundo significado que realmente conta.
Na verdade, a cada dia que passa e pelo caminho que o país está a trilhar, é cada vez maior o número de pessoas (algumas conheço-as pessoalmente) que confessam o seu arrependimento por não terem, há já muito tempo, começado a envolver-se activamente na transformação da nossa triste realidade, participado na luta, nas manifestações, ter erguido a voz... ter estrilhado.
Outros, infelizmente, ainda não são capazes de o admitir publicamente. Outros ainda, desgraçadamente, estão convictamente do outro lado da barricada.
A mudança vai tardando, mas como escreveu o José Carlos Ary dos Santos,
«Levanta-te meu povo, não é tarde Agora é que o mar canta, é que o sol arde Pois quando o povo acorda é sempre cedo.»
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/

Por fim um socialista que é socialista.

Presidente da Metro Mondego anuncia demissão

"Álvaro Maia Seco anunciou a demissão do cargo de presidente da sociedade Metro Mondego (MM), na sequência da extinção e integração desta sociedade na Refer, de acordo com as linhas apresentadas no Orçamento do Estado para 2011. No anúncio da decisão o também vereador socialista da Câmara de Coimbra não poupou críticas ao Governo, que acusa de "irresponsabilidade e incompetência".
"De uma forma incompetente, irresponsável e cínica e demonstrando um total desrespeito pelos cidadãos da Lousã, Miranda do Corvo, e genericamente pelos cidadãos da província, o Governo feriu de morte o projecto do metro ligeiro do Mondego", apontou o presidente demissionário.
O Orçamento do Governo para o próximo ano contempla "uma solução de extinção e integração da Metro Mondego, S.A. na REFER que salvaguarde a promoção do seu objecto social", o que merece a total reprovação de Álvaro Maia Seco, um especialista e professor universitário na área da engenharia dos transportes.
Álvaro Maia seco é doutorado em Transportes pela Universidade de Leeds (Inglaterra), è actualmente professor na Universidade de Coimbra, onde orienta mestrados e doutoramentos na área da engenharia dos transportes.
Foi responsável por diversos estudos de tráfego e mobilidade (Viseu, Leiria, Setúbal e Coimbra).
Um dos alvos do ainda presidente da Metro Mondego – só na segunda-feira deverá entregar o pedido de demissão ao presidente da Assembleia Geral da MM – é o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca, a quem aponta uma "atitude irresponsável" e lamenta a "falta de profissionalismo e de ética ao não se dignar informar previamente as Câmaras, parceiras de projecto, nem o presidente da empresa, sobre as suas intenções".
Maia Seco, que é também vereador em Coimbra pelas listas do PS, deixa ainda uma suspeita: a extinção da MM "só não é incompreensível se houver uma intenção clara de acabar com a implementação na região de Coimbra de um sistema integrado de mobilidade suburbana e urbana baseado na ferrovia ligeira".
O socialista defende que a REFER "não tem nenhuma vocação para implementar e muito menos gerir um sistema deste tipo: a REFER é uma competente gestora de infraestuturas, não é uma gestora e muito menos uma exploradora de sistemas e transportes".
Criada em 1996, a sociedade é constituída pelos accionistas Estado (53%, municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo (14% cada), REFER e CP (2,5% cada).
A sociedade MM é responsável pelo sistema de metro ligeiro de superfície nos municípios de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã. As obras arrancaram no início do ano no ramal da Lousã entre Serpins e Alto de São João (Coimbra), com duas empreitadas superiores a 50 milhões de euros.
O presidente da MM avisa que, "não se podendo ignorar a grave crise económico-financeira em que vivemos, o PEC não pode ser 'cego' e justificar tudo, e neste caso pôr em causa um projecto fulcral para Coimbra", no qual “já foram investidas muitas dezenas de milhões de euros"."

Reorganizações, fusões ou extinções do OE2011

Aqui pode consultar a lista de 50 propostas que o Governo apresenta para o Orçamento de 2011, entregue pelo Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ontem, na Assembleia da República, após sucessivos adiamentos durante o dia, que se acabou por verificar cerca das 23h20. Lista das reorganizações dos institutos e organismos que consta na proposta de Orçamento do Estado para 2011, hoje entregue na Assembleia da República:
1. A Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas é extinta, sendo as suas atribuições integradas na Biblioteca Nacional de Portugal.
2. O Estádio Universitário de Lisboa, I.P. deixa de integrar a Administração Central.
3. A rede de serviços de ação social do Ensino Superior é reorganizada.
4. O Gabinete Coordenador do Sistema de Informação é extinto, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.
5. A Comissão para a Optimização dos Recursos Educativos é extinta, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.
6. O Observatório das Políticas Locais da Educação é extinto, sendo as suas atribuições integradas no Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação.
7. O Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação é extinto, sendo as suas atribuições integradas na Secretaria-Geral do Ministério da Educação.
8. O Gabinete de Avaliação Educacional é extinto, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular.
9. Racionalização das redes diplomática e consular.
10. O Instituto de Informática do Ministério das Finanças e da Administração Pública é extinto, sendo as suas atribuições transferidas para a Secretaria-Geral deste Ministério e para a GERAP – Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.
11. Reestruturação do sistema de supervisão financeira, com a redução de três para duas autoridades de supervisão financeira.
12. São objeto de fusão a Direcção-Geral dos Impostos e a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo.
13. São objeto de fusão a Agência Nacional de Compras Públicas, E.P.E., e a Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E.
14. O Hospital Condes Castro de Guimarães é extinto.
15. São agrupados, no Grupo Hospitalar do Centro de Lisboa, a Centro Hospital de Lisboa Central, E.P.E., a Hospital Curry Cabral, E.P.E. e a Maternidade Alfredo da Costa.
16. São agrupados, no Centro Hospital e Universitário de Coimbra, a Hospitais da Universidade de Coimbra, E.P.E., a Centro Hospitalar de Coimbra, E.P.E., e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.
17. São agrupados, no Centro Hospitalar de Aveiro, a Hospital Infante D. Pedro, E.P.E., o Hospital Distrital de Águeda e o Hospital do Visconde de Salreu.
18. São agrupados o Hospital de São João e o Hospital de N.ª Sra. Conceição.
19. É extinta a estrutura de missão Parcerias Saúde.
20. O Observatório do Emprego é extinto, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.
21. O Conselho Nacional da Formação Profissional é extinto, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.
22. O Conselho Nacional de Higiene e Segurança no Trabalho é extinto, sendo as suas atribuições integradas no Centro de Relações Laborais.
23. É extinta a Comissão de Gestão do Programa de Apoio Integrado a Idosos.
24. É extinta a Caixa de Previdência dos Trabalhadores da EPAL.
25. É extinta a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas.
26. É extinta a Caixa de Reformas e Aposentações do Banco Nacional Ultramarino.
27. É extinta a estrutura de missão do Programa para a Inclusão e Cidadania (PIEC), sendo as suas atribuições integradas no Instituto de Segurança Social, I.P..
28. É extinto o Gabinete para o Desenvolvimento do Sistema Logístico Nacional.
29. É extinto o Gabinete do Metro Sul do Tejo.
30. É extinta, sendo objeto de fusão, a Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E., que passa a integrar a OPART – Organismo de Produção Artística, E.P.E., conservando a respetiva identidade.
31. É extinta, sendo objeto de fusão, a Teatro Nacional de S. João, E.P.E., que passa a integrar a OPART, E.P.E., conservando a respetiva identidade.
32. A Comissão de Planeamento de Emergência das Comunicações é extinta, sendo as suas atribuições integradas na ICP – Autoridade Nacional de Comunicações.
33. A Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Aéreo é extinta, sendo as suas atribuições integradas no Instituto Nacional de Aviação Civil.
34. A Comissão de Planeamento de Emergência do Transporte Marítimo é extinta, sendo as suas atribuições integradas no Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.
35. A Comissão de Planeamento de Emergência dos Transportes Terrestres é extinta, sendo as suas atribuições integradas no Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres.
36. São objeto de fusão as Direcções Regionais de Economia com as Comissões Coordenadoras e Desenvolvimento Regional.
37. O Secretariado Técnico da Comissão das Alterações Climáticas é extinto, sendo as suas atribuições integradas no Departamento de Prospetiva, Política Climática e Relações Internacionais.
38. O Gabinete Coordenador do Programa Finisterra é extinto, sendo as suas atribuições integradas no Instituto da Água.
39. A Inspecção-Geral dos Jogos é extinta, sendo as suas atribuições integradas na Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.
40. São reestruturados os serviços desconcentrados da Direcção-Geral de Veterinária, sendo as suas atribuições integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
41. São reestruturados os serviços desconcentrados da Autoridade Florestal Nacional, sendo as suas atribuições integradas nas Direcções Regionais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
42. É extinta a Gestalqueva, S.A.
43. É extinta a Fundação INA.
44. São objeto de fusão a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Direcção-Geral da Reinserção Social.
45. O Gabinete de Resolução Alternativa de Litígios é extinto, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral de Administração da Justiça.
46. Racionalização da rede nacional de conservatórias.
47. Os Serviços Sociais do Ministério da Justiça são extintos, sendo as suas atribuições integradas na Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública (ADSE) e nos Serviços Sociais da Administração Pública.
48. Extinção da estrutura de missão para o SIRESP – UN-SIRESP.
49. A Estrutura de Missão Lojas do Cidadão é extinta.
50. A Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental é extinta, sendo as suas atribuições integradas na Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar.

JORNAL DA MADEIRA/LUSA